Laranja Mecânica, Anthony Burgess

Título: Laranja Mecânica
Autor: Anthony Burgess
Tradução: Fábio Fernandes
Editora: Aleph
Páginas: 191 + Glossário contendo 7 páginas

Laranja mecânica foi um livro que li por uma razão bem específica: queria entender o motivo pelo qual o planeta adora o filme dirigido por Stanley Kubrick, pois eu o assisti, e achei um lixo. Enfim, acabei pegando o livro emprestado para conferir qual é a da “Laranja Mecânica”.

Dito isso, vou entrar um pouco na discussão sobre o conteúdo do livro, mas sem ir muito a fundo, pois este livro suscita algumas discussões morais e de conduta em sociedade que não pretendo abordar nesta resenha.

Vamos lá.

LaranjaMecanica

“Laranja Mecânica” é um livro cujo personagem principal, e narrador, Alex, é um sujeito detestável; um bandidinho de 15 anos que sai pelas noites espancando velhos, e estuprando garotinhas. É sério, ele é tão desgraçado, que lendo as suas “aventuras” eu só pensava em torturá-lo e matá-lo com o máximo de violência que eu pudesse.

Diga-se de passagem, acho que um dos objetivos do livro é justamente esse: fazer um jogo psicológico que “desperta o Alex em você”, e te faz perceber que, no fundo, todos temos algo de perverso dentro de nós. A diferença, é que o nosso “amigo” Alex manifesta o lado violento como nota principal de sua personalidade.

Aliás, esta questão do ser humano ter um lado perverso também é ressaltada em livros como “O Médico e o Monstro”, de Robert L. Stevenson, e também em um conto de Edgar Allan Poe, intitulado “O Demônio da Perversidade”. Mas isto é matéria para outro post…

Outro ponto a ser ressaltado do livro é o fato de que o “Vosso Humilde Narrador” fala em uma linguagem toda particular. Segundo o prefácio do livro, o autor Anthony Burgess criou um misto de palavras em inglês britânico com russo, e deu ao personagem Alex uma fala que, ao mesmo tempo é infantil e rebuscada demais, trazendo elementos do tempo de William Shakespeare.

A edição que li contém um dicionário das gírias usadas por Alex e sua gangue. O chato disso, é que toda hora você tem que ir atrás do significado das palavras, e interromper a leitura. Mas, se não fosse este dicionário, eu não conseguiria sacar as gírias do narrador com facilidade…

O livro também aborda alguns dilemas com relação ao Estado, e seu totalitarismo. Mas não quero abordar isto aqui, por dois motivos: a) eu provavelmente não vou conseguir traduzir tudo que o autor queria passar; e b) não é o objetivo desta resenha aprofundar os dilemas do livro.

Por fim, para não cansar o leitor deste blog, apenas tenho que dizer que o livro é pequeno, e mas não muito fácil de ler, em função das gírias que são estranhas à nossa linguagem. E, aliás, é bastante desagradável em vários momentos… Não recomendo para quem se assusta com violência em demasia. Mas, para quem curte os clássicos, vale a pena dar uma conferida.

Agora, eu tenho que dizer: nem de longe consegui entender toda a adoração que o mundo tem por esta história. Talvez eu seja burro, não sei… O fato é que, em se tratando de Laranja Mecânica, eu prefiro muito mais a seleção holandesa de futebol das Copas de 1974 e 1978…

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