Carrie, A Estranha – Stephen King

carrie-coverTítulo: Carrie, A Estranha
Autor: Stephen King
Tradução: Adalgisa Campos da Silva
Editora: Objetiva
Páginas:137
ISBN:978-85-7302-824-9

Sinopse:

Solitária, ela carrega dentro de si um ódio cada vez mais profundo. Carrie seria apenas mais uma entre várias adolescentes angustiadas não fosse um detalhe: ela possui poderes sobrenaturais devastadores. E no dia que decide usá-los, ela prova que de fato é uma garota estranha, para arrependimento de todos que a maltrataram.

Resenha:

Carrie, A Estranha é mais um clássico da literatura de autoria de Stephen King. Antes de ler o livro eu já tinha visto a adaptação para o cinema, de 1976, estrelando Sissy Spacek (aliás, incrível como praticamente todos os livros dele viram filmes!).

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O livro não fica atrás.

Se você já leu alguma coisa do Stephen King sabe que ele tem uma forma muito particular de ambientar os acontecimentos. Em Carrie não é diferente. Ao longo da narrativa, e mesmo durante os diálogos, King acrescenta entre parenteses o que seus personagens estão pensado ou sentido naquele momento. É como se o narrador fosse uma pessoa e o personagem outra, embora a narrativa se dê na perspectiva do personagem…

Não sei se consegui explicar.
Só pra garantir vou deixar aqui um exemplo:

Ela estava
    (não tenho medo não tenho medo dela)
deitada na cama com o braço cobrindo os olhos. Se fosse
fazer o vestido que estava imaginando, teria que começar
amanhã o
    (não estou com medo mamãe)
mais tardar. Já havia comprado o tecido [...]

O maior problema, para mim, é a ausência de pontuação nesses “pensamentos”, que apesar de enriquecerem a narrativa, em alguns momentos, interrompem a fluidez da leitura. Mas tudo bem, com o tempo o leitor vai se acostumando e a leitura volta a fluir.

O livro é dividido em três partes, mas a história se desenvolve nas duas primeiras, e o modo como é abordada é muito interessante.

carrie-466x700A noção de tempo é fragmentada. Em alguns momentos discute-se o “caso Carrie White” como um acontecimento pretérito, com referências de livros, estudos científicos e investigações sobre os eventos que se passaram na “Noite do Baile”, sobre Carrie e a telecinesia, e, em outros momentos, a narrativa encontra-se no presente, ou seja, quando os fatos discutidos ocorreram.
A impressão que se tem é que o leitor está sendo apresentado a uma investigação e ao desfecho do caso simultaneamente. Achei isso genial!

A terceira parte do livro é também muito legal, traz dados extras sobre o evento e deixa a questão do sobrenatural em aberto, como se clamasse por uma continuação…(Mwahaha!).

Os personagens de King são caricatos e ao mesmo tempo realistas. Quer dizer, eles apresentam vícios (principalmente vícios), virtudes e sentimentos conflitantes que o autor leva a extremos quando acrescenta um toque de sobrenatural. Com isso, ao mesmo tempo em que provocam empatia no leitor também são capazes de indignar os mais sensíveis.

A narrativa atinge o clímax já próxima ao final – sangrento e terrível, diga-se! Depois de ter lido, não me admira mais que tenha virado filme, (conta com três adaptações até agora: 1976, 2002 e 2013)!

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Embora seja rápido de ler, o início da história quase me fez desistir – é bem perturbador. Não tanto pelo terror sobrenatural, mas sim pelo terrorismo real que as demais personagem infligem à Carrie. É o bullyng marcando presença, desde 1974.

A crueldade adolescente retratada em Carrie é mesmo a parte mais assustadora.
Esse livro certamente figura entre os clássicos modernos do terror.

Recomendo a leitura!

Carrie, a Estranha foi o primeiro romance publicado de Stephen King. Ele próprio considera um trabalho “com o surpreendente poder de machucar e horrorizar”. É um dos livros mais frequentemente banidos de escolas nos Estados Unidos e foi adaptado para o cinema pelas mãos brilhantes de Brian de Palma, tornando-se um clássico do gênero.  [contra capa da edição lida]

Θ

E para quem não quer ler o livro, mas ficou curioso quanto aos filmes, segue abaixo o trailler das adaptações de 1976 e 2013:

1976: dirigido por Brian de Palma e estrelado por Sissy Spacek.

2013: dirigido por Kimberly Peirce e estrelado por Chloë Grace Moretz e Julianne Moore

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