O grande Gatsby – F. Scott Fitzgerald

o-grande-gatsbyTítulo: O grande Gatsby
Autor: F. Scott Fitzgerald
Tradução: Vanessa Barbara
Editora: Penguin Classics Companhia das Letras
Páginas: 256
ISBN: 978-85-63560-29-2

Sinopse:

Se Scott Fitzgerald (1896-1940) foi o escritor da Era do Jazz, nenhum de seus livros foi capaz de captar o espírito da época como O grande Gatsby. Entre a música e a vida extravagante da década de 1920, a saga de Jay Gatsby reproduz uma ideia comum a toda a sua obra: o sonho americano, mais do que uma realização, pode ser frustrante.
Fitzgerald escreveu este romance durante sua estadia em Paris, para onde, na mesma época, se mudaram Ernest Hemingway e Gertrude Stein, a “geração perdida” da literatura americana. Egresso da classe média alta, Fitzgerald usou a própria experiência para fazer um alerta sobre o materialismo. Ainda que o narrador Nick Carraway não seja um alter ego do autor, ambos compartilham conclusões amargas a respeito da falsidade e do dinheiro. O grande Gatsby é uma obra que valoriza as ideias e a força do desencanto por trás de uma aparente leveza narrativa.

Resenha:

O grande Gatsby foi uma experiência interessante. Posso dizer que, no início, tive curiosidade, mas ao longo do caminho, terminar esta leitura foi mais uma obrigação do que outra coisa. E, agora que terminei é que começo a vislumbrar alguns possíveis questionamentos suscitados na obra…

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A narrativa é de uma leveza singular. Tal como um sonho, você se vê transportado a momentos e locais diferentes sem saber muito bem como foi parar ali. Ainda assim, é tudo muito natural e fluido.

Neste romance, é Nick Carraway, o nosso gatsby-Nicknarrador/personagem, quem nos leva de ambiente a ambiente, de momento a momento nos mostrando, sob a sua perspectiva, como é o mundo e como são aqueles que o rodeiam, incluíndo aí Jay Gatsby. Notem que, apesar disso, o narrador é discreto e não enfatiza claramente suas impressões. O que mais se percebe é o sentimento de inadequação deste personagem quando é inserido no convívio dos demais.

f_scott_fitzgeraldApesar de ser uma obra aclamada, eu não apreciei a leitura. Mas também, eu nada sei a respeito de história da literatura, ainda menos sobre a específica história dos autores americanos e sua influência na literatura, como é o caso de Scott Fitzgerald…

Também tenho apenas uma vaga noção do que eram os anos de 1920 nos Estados Unidos (gosto das roupas, mas não gosto de jazz).

Isso com certeza prejudicou a minha avaliação.

Talvez as insinuações e reflexões expostas no livro se apresentem de maneira muito sutil e erudita para o meu inculto ser…hehe, mas acho que ainda assim consegui captar alguma coisa.

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A opulência, futilidade da existência e inconstância de humor dos abastados (que vivem seguros no seu mundo de dinheiro), foi uma delas. Também o fascínio que as coisas belas exercem nas pessoas (que, contudo, a nada se prendem, a não ser a si mesmas e aos seus interesses)…É tudo muito triste, vazio e efêmero.

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Além disso, eu assisti ao filme (2013) antes de ler o livro. E tudo que posso dizer é que apesar do exagero de cor e de som (que remete imediatamente ao musical “Moulin Rouge”, no qual esse excesso é bem vindo e justificável) o filme é muito fiel ao livro e conseguiu capturar sua essência. A cada descrição, a cada diálogo eu revia as cenas na memória.

Bom, acho que é isso. O filme é OK, a leitura é válida, mas é só…

P.S.: em tdo o caso, o Leonardo Di Caprio continua muito bem (que bom!).

caprio2

;D

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