A Revolução dos Bichos – George Orwell

a-revolucao-dos-bichosTítulo: A Revolução dos Bichos
Autor: George Orwell
Tradução: Heitor Aquino Ferreira
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 112 + Posfácio e dois apêndices, totalizando 147 páginas.
ISBN: 978-85-359-0955-5

Sinopse

Cansados da exploração a que são submetidos pelos humanos, os animais da Granja do Solar rebelam-se contra seus donos e tomam posse da fazenda, com o objetivo de instituir um sistema cooperativo e igualitário, sob o slogan “Quatro pernas bom, duas pernas ruim”.
Mas não demora muito para que alguns bichos – em particular os mais inteligentes, os porcos – voltem a usufruir de privilégios, reinstituindo aos poucos um regime de opressão, agora inspirado no lema “Todos os bichos são iguais, mas alguns são mais iguais que outros”. A história da insurreição libertária é reescrita de modo a justificar a nova tirania, e os dissidentes desaparecem ou são silenciados à força.
Instrumentalizada na época da Guerra Fria como arma anticomunista, A Revolução dos Bichos transcende os marcos históricos da ditadura stalinista que a inspirou e resplandece hoje, passados mais de sessenta anos de seu surgimento, como uma das mais extraordinárias fábulas sobre o poder que a literatura já produziu.

Obs.: Esta sinopse foi retirada da edição da Companhia das Letras. Porém, achei bastante interessante também um resumo que encontrei no site da própria editora.

Resenha

A Revolução dos Bichos é um livro genial, de autoria do escritor George Orwell. É aquele mesmo que escreveu a obra “1984” (que um dia será lida e resenhada!).
Digo que este livro é genial, pois apresenta uma sátira atemporal de governos totalitários e tirânicos, explicitando a forma como nascem e como se desenvolvem dentro de uma determinada coletividade.

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Na verdade, segundo o próprio autor, a história é uma sátira direcionada à Revolução Russa, e os personagens principais seriam representações figurativas de Stálin, Trótski e Karl Marx. Porém, como não tenho qualquer autoridade para me arriscar a falar sobre este evento histórico, eu imagino o livro como uma paródia genérica, com requintes cômicos, a respeito do sistema totalitarista e ditatorial de governo.
Sem mais delongas, vou tentar traduzir a ideia do livro…
Sr. Jones era o fazendeiro proprietário da Granja do Solar, e “possuía” vários animais que viviam à serviço de sua família. Num belo dia, um porco chamado Major, que estava nos seus últimos dias de vida, convocou uma assembleia geral dos bichos da Granja do Solar e lhes deixou uma mensagem: os animais deveriam se unir, tomar as rédeas da fazenda, e deixar de servir aos seres humanos e à sua tirania.

Mostrou-lhes um ideal de prosperidade e liberdade que os animais nunca tiveram.
Após a morte do Major, o porco Bola-de-Neve assumiu a frente de batalha e liderou os bichos em uma revolta. Conseguiram, então, expulsar os humanos da fazenda, que agora passaria a se chamar Granja dos Bichos. Os animais tinham hino oficial, e seguiam 7 mandamentos determinados, que diziam, por exemplo, que nenhum animal poderia consumir bebidas alcoólicas, ou matar os seus semelhantes…

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Em pouco tempo, a liberdade e a prosperidade deixaram de ser apenas promessas, e começaram a dar os primeiros sinais de concretização.
Porém, o líder Bola-de-Neve ficou pouco tempo no Poder, pois sofreu um verdadeiro golpe de Estado de outro porco, chamado Napoleão. E aqui a história começa a ficar realmente interessante.
Napoleão se aproveitou da ignorância e falta de memória dos animais, e moldou a história da Granja dos Bichos. Fez com que eles se esquecessem da vida no passado, de modo que sempre achassem que estão rumando para uma situação ainda melhor.
Assim, cada vez que os animais apresentavam alguma desconfiança de que estavam trabalhando mais do que no passado, ou então quando suspeitavam de escassez de comida, Napoleão (através de seu fiel escudeiro Garganta) trazia estatísticas que comprovavam que a desconfiança dos bichos era infundada. Na verdade, a Granja nunca esteve tão próspera.
Isto era uma mentira evidente, mas os animais não tinham capacidade mental para lembrar da situação anterior, e acabavam sempre acreditando nos dados oficiais. Afinal, se está estatisticamente comprovado, trata-se de uma verdade incontestável! (isso sempre me lembra as “estatísticas” que vemos na TV todo dia…).
E quando acontecia algum problema na granja, o porco Bola-de-Neve (cujo paradeiro era desconhecido por todos) logo era acusado de estar conspirando contra o governo de Napoleão.
Ao longo da história, Napoleão vai modificando todos os mandamentos dos animais (que agora não poderiam consumir muita bebida alcoólica, nem matar seus semelhantes sem motivo), aumentando os próprios privilégios e forçando os bichos a trabalharem de acordo com o seus interesses. E os animais, pobres e ignorantes, guiavam-se pelo lema do cavalo Sansão: trabalhar cada vez mais (analogia com o lema do proletariado).

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Depois de muito tempo, a tirania foi se revelando com mais facilidade, e até os bichos acabaram se tocando do que estava acontecendo.
O final é ainda mais genial. Mas não vou contar, pois não desejo estragar a empolgante aventura que é ler este livro.
Em poucas palavras, é esta a história.
Agora, se eu indico a leitura? Definitivamente! Recomendo que leiam atentamente o simples porém denso conto de fadas que é A Revolução dos Bichos.

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