Rafa: minha história – Vai Nadal!

rafa minha hisória
Título: Rafa: minha história
Autor: Rafael Nadal e John Carlin
Tradução: Marcello Lino
Editora: Sextante
Páginas: 238 + dois álbuns de fotos com 8 páginas cada
ISBN: 978-85-7542-723-1

Caro leitor, resolvi inovar aqui no blog. Será a primeira resenha de uma biografia.

Desde já, gostaria de deixar claro que não sou um grande fã de biografias. Li apenas duas em toda minha vida, e ambas de tenistas profissionais: André Agassi e Rafael Nadal.

Eu não curto muito biografia por dois motivos principais.jornalista pinoquio Primeiramente, pois não gosto de saber da vida dos outros; e em segundo lugar, pois sou desconfiado, e não tenho certeza do nível de fantasia que uma pessoa acrescenta à sua história quando a conta aos outros.

A minha impressão é que, normalmente, quem escreve sobre si mesmo ou se coloca numa posição de herói, ou de bandido (por gostar de ter esta imagem), ou precisa de dinheiro, ou então só quer aparecer mesmo.

bieberPior ainda são as biografias escritas por outrem. Afinal, se sou desconfiado de uma pessoa contando a própria história, imagina quando um jornalista fala de um astro pop (que é o que normalmente acontece)?? Aliás, não confio em jornalistas nem em ídolos pop, mas isto é outra história…

Porém, como sou um grande fã de tênis, acabei deixando as desconfianças de lado e ficando empolgado com a ideia de aprender um pouco sobre os bastidores do esporte. E, pra minha surpresa, gostei muito de ambos os livros; tanto, que agora estou pensando em completar minha coleção e adquirir as biografias de Roger Federer, Novak Djokovic e Pete Sampras. Aí sim estarei satisfeito.

Enfim, deixando isto de lado, passo à resenha.

O livro Rafa apresenta uma ideia diferente do que normalmente se vê no mercado. Os capítulos são divididos em duas partes, uma com o próprio Rafael Nadal falando da sua vida, e a outra com um jornalista inglês – John Carlin – ilustrando ao público o que seria o Rafa dos bastidores.

O livro em si também é dividido em dois momentos. Primeiramente, Nadal nos conta como foi a vitória sobre Roger Federer em Wimbledon em 2008, quando passou a ser o número 1 no ranking dos tenistas profissionais; e, em segundo lugar, o tenista fala da vitória sobre Novak Djokovic no US Open em 2010, quando Nadal completou o Carreer Slam – que significa conseguir vencer todos os quatro grand slams existentes (Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open).

Em meio à narrativa destes dois momentos importantes na vida profissional de Rafa, ele nos conta toda a sua história de vida. Irá descrever em detalhes sua relação com a família, com o tio e treinador Toni Nadal, com a equipe que lhe dá apoio, além de falar sobre os medos (que são muitos mesmo: escuro, cachorro, trovoada, incêndio..), e a respeito da rivalidade/amizade com outros tenistas – em especial com Federer e Djokovic.

Aliás, considero esta parte do livro muito interessante. No mundo do tênis sempre há uma discussão sobre quem seria melhor, Nadal ou Federer. Ambos são bastante opostos, tanto em quadra quanto fora dela. Como bem diz o jornalista coautor do livro, o espanhol é a imagem da força bruta, enquanto o suíço almofadinha é a descrição da realeza do esporte, do glamour.

federer almofadinha 2

Não podemos esquecer, porém, do sérvio Djokovic, a quem Nadal atribui a condição de adversário mais difícil de ser derrotado. Mais complicado do que bater Federer, inclusive, na visão do espanhol.

Rafael Nadal of Spain (R) stands with No

Na verdade, não tenho muito mais o que falar. Não quero ficar reescrevendo os fatos que ocorreram na vida de Rafael Nadal. Se você se interessou, dê uma chance ao livro. Ele é muito bem escrito, apesar de seu principal autor ser deveras introspectivo.

Aliás, este livro é definitivamente indicado para quem gosta de tênis. Mas tenho certeza que pode ser apreciado por quem gosta de qualquer esporte, e também por aqueles que buscam aprender sobre autodisciplina. Indico a leitura com toda a certeza.

nadal

* Curiosidades:

– Nadal é torcedor fanático do Real Madrid, e, segundo relata em sua biografia, raramente perde uma partida do seu time do coração. Chega a fazer loucuras, do tipo ficar acordado de madrugada para assistir aos jogos, mesmo tendo que participar de alguma competição no dia seguinte.

– Nadal quase foi jogador de futebol profissional. Quando era pequeno, teve oportunidade para seguir carreira dentro dos gramados, mas optou pelas quadras de tênis mesmo (uma boa escolha, diga-se!).

– Miguel Angel Nadal, tio de Rafael Nadal, foi um grande jogador de futebol. Jogou pela seleção espanhola em três Copas do Mundo (de 1994, 1998 e 2002) e pelos clubes Mallorca e Barcelona. Neste último, chegou ser companheiro dos craques brasileiros Romário e Rivaldo.

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