1984 – George Orwell

1984 capaTítulo: 1984
Autor: George Orwell
Tradução: Alexandre Hubner e Heloisa Jahn
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 346 + Apêndice e Posfácio (414 no total)
ISBN: 978-85-359-1484-9

Antes de qualquer coisa, preciso dizer ao leitor que não pretendo esgotar o livro em todo seu conteúdo; vou apenas tratar de alguns temas importantes que são abordados nesta obra-prima. Por isso, se você já leu “1984” e, assim como eu, sentiu que poderia ficar conversando horas e horas sobre este livro, não se decepcione.

Minha intenção com esta resenha é outra: mostrar do que trata o livro e indicar a leitura. Se o leitor quiser discutir algo mais aprofundado com um dos blogueiros, entre em contato, ou então escreva seu comentário aqui embaixo; ficarei feliz em compartilhar as impressões sobre este livro.

Passo à resenha.

“1984” é genial. Esta obra apresenta um cunho crítico muito forte: pretende fazer o leitor acordar para a realidade, e perceber a alienação que há muito assombra a humanidade – o livro foi escrito na década de 40.

Ao final da leitura, fiquei perplexo em pensamentos. E, conversando com algumas pessoas que também tiveram acesso ao livro, descobri que não fui o único que reagiu desta maneira.

O livro apresenta ao leitor um mundo futurístico “diferente” (mas nem tanto!), no qual as pessoas são vigiadas 24 horas por dia por um partido político central, que determina todo o comportamento do povo por meio de uma filosofia/ideologia chamada Ingsoc – socialismo inglês. Então, o leitor é conduzido através dos olhos do personagem Winston Smith a este mundo onde o controle e a cesura são impostos à população.

big brohter

É interessante notar como o povo aceita o domínio do partido, pois é ignorante demais para conseguir se desvincular da ideologia partidária. No mais, aqueles que apresentam resistência e se opõem à filosofia do Ingsoc são excluídos do mundo, e vaporizados para a morte, uma vez que praticam o crime do pensamento – denominado crimideia em novilíngua, a língua oficial do partido.

Para maior efetividade do controle social, o partido mantém órgãos responsáveis por determinados setores. São eles: o Ministério da Verdade, que se encarrega de manipular notícias e falsificar documentos; o Ministério do Amor, que tem o dever de torturar e eliminar os opositores; o Ministério da Fartura, que é o responsável por controlar e maquiar a fome da população; e o Ministério da Paz, que trata dos assuntos relacionados à guerra. Não é difícil perceber as ironias, certo?

O lema do partido já diz tudo: “Liberdade é escravidão; ignorância é força; guerra é paz.”.

ingsoc

Então, utilizando-se da ignorância do povo, do controle das mídias informativas, e de ferramentas de opressão dos opositores, o partido se mantém no poder e no controle da situação. Afinal, quem controla o presente, manipula o passado e molda o futuro.

A manipulação é escancarada, mas quase ninguém se dá conta. E o protagonista, Winston Smith, que trabalhava no Ministério da Verdade (convertendo notícias verdadeiras em falsas, manipulando o passado) é um daqueles poucos que, em determinado momento da vida, cai na real e percebe mais ou menos o que está acontecendo.

Quando sentimentos de raiva e frustração se apoderam de Winston, ele é levado a escrever em um diário secreto suas memórias da época em que a população era enganada e controlada pelo partido.

Aos poucos, o protagonista conhece outras pessoas insatisfeitas com o sistema, encontra alguns lugares onde pode fugir da vigilância das câmeras e se encontrar com sua amada Julia, e chega a ter em mãos o livro ideológico escrito pelo principal opositor do partido, Emmanuel Goldstein.

Porém, antes que Winston conseguisse oferecer qualquer tipo de risco concreto ao partido, ele é preso numa emboscada pela Polícia do Pensamento e encaminhado ao Ministério do Amor, onde sofre um processo de “cura” baseado numa série de torturas.

O sofrimento físico e psicológico experimentado logo transforma por completo Winston, que, apesar de sair vivo do tratamento, acaba morto em sua individualidade.

Uma mensagem poderosa…

George_OrwellO livro é brilhante. Não consigo descrever de forma exata sua dimensão. Aliás, o autor é brilhante; não é a primeira vez que fico impressionado com o conteúdo das suas obras – no ano passado publiquei a resenha de “A Revolução dos Bichos”, também de autoria de George Orwell.

Na minha humilde opinião, “1984” é de leitura imprescindível para todos aqueles que buscam compreender alguns aspectos da humanidade e das políticas de controle social, e também de absoluta relevância para os que simplesmente apreciam uma boa obra de arte.

Definitivamente, recomendo a leitura; afinal, deve-se refletir sobre esta temática, pois ficção e realidade estão ficando cada vez mais próximas…

grandes irmãos

Gostaria de lembrar àquelas pessoas que não têm muito tempo disponível, que este livro também deu origem a três filmes – o mais recente é datado de 1984, diga-se. Até vale a pena conferir. Porém, nem de longe a obra cinematográfica chega perto de passar a mensagem completa do livro. Fica a dica.

– O Filme de 1956 está disponível no youtube (https://www.youtube.com/watch?v=c4wuwEIQafg).
– Ainda, queria indicar um documentário da série “Grandes Livros” inspirado nesta obra (https://www.youtube.com/watch?v=i6vgwLC69HI).

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