A Culpa é das Estrelas – John Green

A Culpa é das Estrelas - capaTítulo: A Culpa é das Estrelas
Autor: John Green
Tradução: Renata Pettengill
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
ISBN: 9788580572261

SinopseHazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

infinitos

Hoje vou falar sobre um livro que eu acredito todo mundo já tenha lido: A Culpa é das Estrelas, de John Green.

O filme está prestes a estrear, então é melhor eu começar logo a tratar do assunto.

Antes de decidir ler John Green eu passei por um grande conflito interno. A capa sempre instigou minha curiosidade, mas eu não queria me render a esse grande sucesso de vendas.

Eu tinha certeza que seria um daqueles livrinhos adolescentes açucarados, à La Nicholas Sparks, que só iria me irritar.

Apesar disso, decidi manter a mente aberta e mergulhar na história.

Eu mal pude acreditar quando percebi que “A culpa é das Estrelas” me cativou completamente! Foi, sem dúvida, a boa surpresa do ano para mim! Simplesmente fantástico! Em todos os sentidos.

boa surpresa

minha reação ao terminar o livro

Como todos já devem saber, o livro aborda temas muito delicados – como câncer terminal, morte precoce, amor romântico e como lidar com isso – de forma madura, sensível e ao mesmo tempo sarcástica. Principalmente por conta do senso de humor da personagem principal, Hazel Grace.

Mas esta não é uma história de câncer, porque livros assim são um horror. (p. 44).

A história é narrada em primeira pessoa, por Hazel e acompanha um fragmento de sua vida, já com dezessete anos, câncer terminal e poucas expectativas. Ela já estava conformada com sua vida até conhecer Augustus Waters, um garoto que vira seu mundo de cabeça para baixo e faz com que Hazel reveja seus conceitos.

aculpaedasestrelas2A linguagem utilizada pelo autor não é nem um pouco infantil, traz pensamentos complexos; é totalmente cativante.

Um livro que tinha tudo para ser um grande clichê, encarou o desafio e saiu ileso desse vale perigoso.

Não vou falar muito sobre a história, um milhão de blogs já fizeram isso. Só queria registrar e publicar a minha alegre surpresa ao ler “A Culpa é das Estrelas”.

Trago aqui algumas citações que destaquei durante a leitura, para demonstrar um pouco do humor e sagacidade do texto de John Green:

Acordei e logo entrei num daqueles testes clínicos com remédios experimentais que são famosos na República da Cancervânia por não funcionarem. A droga se chamava Falanxifor, uma tal de molécula projetada para grudar nas células cancerosas e diminuir a velocidade de multiplicação delas. Não funcionava em mais ou menos 70% das pessoas. Mas funcionou em mim. Os tumores reduziram de tamanho.

E continuaram reduzidos. Viva o Falanxifor! (Hazel Grace em A Culpa é das Estrelas, p. 24)

Meu livro favorito era, de longe, Uma aflição imperial, mas eu não gostava de falar dele. Às vezes, um livro enche você de um estranho fervor religioso, e você se convence de que esse mundo despedaçado só vai se tornar inteiro de novo a menos que, e até que, todos os seres humanos o leiam. E aí tem livros como Uma aflição imperial, do qual você não consegue falar — livros tão especiais e raros e seus que fazer propaganda da sua adoração por eles parece traição. (Hazel Grace em A Culpa é das Estrelas, p. 31)

Acho que eu estava olhando fixamente para o Encorajamento acima da TV, a ilustração de um anjo com a legenda: Sem dor, como poderíamos reconhecer o prazer?

(Essa é uma discussão antiga no campo das Reflexões Sobre o Sofrimento, e a ignorância e a ausência de sofisticação da frase poderiam ser analisadas por vários séculos, mas é suficiente dizer que a existência do brócolis não afeta de forma alguma o gosto do chocolate.) (Hazel Grace em A Culpa é das Estrelas, p. 32)

Recomendo! Vale muito a pena e a leitura flui muito rápido!

Se você ainda não estiver convencido, e quiser saber um pouco mais, leia o primeiro capítulo.

E, se não vai ler nada ou já leu tudo, assista ao trailer do filme:

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