História Bizarra da 2ª Guerra Mundial

capaTítulo: História Bizarra da 2ª Guerra Mundial
Autor: Otavio Cohen
Editora: Planeta
Páginas: 277
ISBN: 978-85-422-0546-6

 

 

O livro “História Bizarra da 2ª Guerra Mundial” é mais um exemplar necessário àqueles que adoram ler sobre a história do mundo; é mais importante ainda para quem gosta de estudar a 2ª Guerra Mundial.

Com linguagem extremamente acessível, Otavio Cohen traz ao leitor uma série de histórias inusitadas que ocorreram nos “bastidores” da 2ª grande Guerra.

Basicamente, o livro se desenrola assim: os capítulos são divididos por ano, desde 1939 até 1945 (período que durou a guerra); em cada início de capítulo o autor conta de forma breve como foi o respectivo ano para o cenário das batalhas; em seguida, ele conta alguns acontecimentos bizarros e inusitados que aconteciam durante a guerra.

Tomo a liberdade de mencionar alguns destes eventos estranhos. Vamos lá!

anti tank dogsSegundo o autor, diversos animais tiveram importância significativa no desenrolar das batalhas. Cachorros com multifunções, morcegos-bomba, ratos roedores de voytektanques de guerra, um soldado urso, pombos guiadores de mísseis, uma galinha paraquedista e crocodilos e tubarões assassinos são alguns dos personagens não humanos que participaram da guerra.

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Em Busca de Um Final Feliz – Katherine Boo

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Título: Em Busca de Um Final Feliz

Autor: Katherine Boo

Editora: Novo Conceito

ISBN: 9788581630328

Páginas: 288

Em Busca de um Final Feliz é o título adaptado para o português de Behind the Beatiful Forevers, escrito por Katherine Boo, jornalista americana casada com um indiano.

Apesar de eu compreender a necessidade de adaptar o título do livro para o português, achei que a tradução acabou ofuscando o ponto alto da reflexão que Boo propõe.

Behind the Beatiful Forevers quer dizer algo como “por trás da bela ideia de vida eterna”, fazendo alusão à crença hindu de Karma e reencarnação. Boo pretende nos mostrar o que há por trás da nossa visão pré-concebida e idealizada do que seria a Índia e seu povo.

Ao mesmo tempo, em sua narrativa questiona o verdadeiro propósito da filosofia que tanto associamos aos indianos (de que você sofre em uma vida pelos erros da vida passada, até que seu espírito aprenda alguma sabedoria e ascenda na cadeia Kármica a uma posição mais confortável).

A história é contada em forma de romance, embora seja oriunda de fatos reais observados in loco pela própria jornalista, que viveu e conviveu durante um ano na comunidade de Anawandi – uma favela que se desenvolveu atrás de um moderníssimo aeroporto de Mumbai (aliás, foram os operários que construíram junto com suas famílias que deram origem a Anawandi).

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É como se as pessoas (reais) afetadas pelos eventos que se sucedem na narrativa fossem apenas personagens. São representantes das classes mais desfavorecidas, que lutam diariamente pela própria sobrevivência e a de suas famílias.

Pessoas normais, como eu e você, que tiveram a infelicidade de, num mundo cada vez mais capitalista, nascer em famílias pobres, miseráveis (karma?).

Vivem a margem, sem qualquer perspectiva de ascensão.

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Mas mantém viva a esperança.

Alguns acreditam que, com trabalho árduo podem conseguir juntar algum dinheiro e mudar-se com suas famílias para o campo, onde a vida seria mais saudável.

Outros sonham com o sucesso.

Muitos se perdem pelo caminho, no vício em drogas. Enquanto alguns buscam apenas meios de arranjar um prato de comida para o dia.

Outros ainda veem na corrupção sua passagem para a ascensão social.

De fato, pelos relatos de Boo, na Índia, a corrupção não é apenas um mal endêmico, é também um meio de vida.

Muitas das realidades retratadas apresentam grande semelhança com o que acontece no Brasil. Resguardadas as proporções e, é claro, as diferenças culturais de cada nação.

Em todo caso, devido as tristes circunstâncias que a jornalista testemunhou, é possível ver de relance como funciona a polícia local e os tribunais de justiça.

Corrupção, violência e indiferença são as três palavras que me vem a mente para descrever esse sistema de (in)justiça e desumanidade.

E no meio disso tudo, Anawandi e seus habitantes.

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Outras Informações

Se você se interessou pela obra e sabe ler em inglês, sugiro o site dedicado ao livro e principalmente a seção de perguntas e respostas a autora. Achei bem inspirador. (http://www.behindthebeautifulforevers.com/qa-with-katherine/)

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Katherine Boo é jornalista ganhadora do prêmio Pulitzer, um dos mais famosos e respeitados do jornalismo americano.

Por que Katherine Boo ganhou o Pulitzer Prize?

Ela ganhou esse prêmio na indicação de Public Service (algo como Serviço Cívico) por denunciar através de reportagem publicada no Washington Post as condições precárias de negligência e abuso que ocorriam nos lares para os deficientes mentais da cidade, forçando as autoridades a reconhecer tais condições e implementar reformas. Ela foi premaida no ano de 2000, antes de escrever seu primeiro livro, Em Busca de um Final Feliz (aqui resenhado).

Fonte: http://www.pulitzer.org/citation/2000-Public-Service

O Dossiê Pelicano – John Grisham

pelicano capaTítulo: O Dossiê Pelicano
Autor: Johh Grisham
Tradução: Aulyde Soares Rodrigues
Editora: Rocco
Páginas: 390
ISBN: 978-85-325-0388-8

A resenha de hoje será mais breve do que o normal. A intenção é passar uma ideia geral sobre o enredo e também sobre a minha impressão pessoal a respeito do livro. Bom deixar claro que, infelizmente, não estou tendo muito tempo para investir no blog. Tá difícil arranjar tempo por aqui…

Enfim, aí vai.

Tudo começa com um acontecimento bombástico: dois Ministros da Suprema Corte americana são misteriosamente assassinados. E, aparentemente, não há quaisquer vestígios de quem tenha sido o responsável pelos crimes.

A protagonista da história é Darby Shaw, uma promissora estudante de Direito da universidade de de New Orleans (EUA), que tem um caso com o professor de Direito Constitucional, Thomas Callahan.

Darby fica extremamente intrigada e começa a investigar pessoalmente o caso da morte dos dois Ministros. E sem entender nada, ela é puxada para o centro da trama, após a explosão criminosa do carro de seu amado professor.

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Pouco a pouco, ela descobre que, na verdade, a “treta” é muito maior do que esperava, e gente importantíssima dos Estados Unidos está envolvida. A estudante coleta várias informações, agrega uma série de provas que comprometem o futuro da maravilhosa nação norte-americana e monta um dossiê que ela dá o nome de Dossiê Pelicano – ou dossiê “pelo cano”, para fazer uma piadinha infame.

Logo os bandidos descobrem que a Darby sabe demais, e iniciam uma perseguição para tirá-la do mapa.

E o enredo segue nessa linha. O livro quase todo se passa com o pessoal atrás da personagem, e ela fugindo. Ela corta o cabelo e troca de roupa umas 500 vezes, e com a ajuda de um jornalista, vai conseguindo escapar ilesa. O final é bem previsível, mas não vou contar pra não estragar a leitura…

Dito isso, passo às minhas impressões.

O livro tem seus bons momentos. Leva o leitor para dentro de um caso policial com muito mistério, e ainda traz os elementos política e corrupção – o que sempre chama a atenção.

Mas, no geral, é bastante clichê, a narrativa é chatinha e com diálogos sem graça. Em muitas passagens é realmente entediante. O livro tem quase 400 páginas, e mais da metade é só de perseguição. Se fosse menor, talvez eu teria apreciado mais a leitura.

A verdade é que, assim como em outras obras de John Grisham, o livro não passa de um roteiro de filme disfarçado. Imagine um filme de ação destes mais clichês que tem explosões e muita correria pra todo lado. O dossiê pelicano é basicamente isso.

E de fato existe a adaptação do livro para o cinema, estrelada por atores consagrados, como Julia Roberts e Denzel Washington. Acho que vale mais a pena assistir o filme do que ler o livro!

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Sobre o autor: John Grisham é um advogado estadunidense que ficou famoso por escrever diversas obras dos ramos policial e jurídico. Boa parte delas virou filme, quase todos super bem sucedidos, e não por acaso. Na minha opinião, John Grisham, como escritor, é um ótimo roteirista de cinema.

Indico alguns bem legais, como “Tempo de Matar” (ótimo filme!!), “A Firma” e “O Homem que Fazia Chover”. Ainda existem “O Cliente”, “O Júri”, além de “O Dossiê Pelicano”. (clique no título do filme para assistir ao trailer!).

O filme “O Dossiê Pelicano“, aliás, está disponibilizado integralmente no youtube, com legendas em português.

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Uma dica final: os livros de John Grisham estão de vez em quando em promoção nos grandes sites de livrarias, as vezes por menos de dez reais. Quem sabe vale a pena adquirir um, pra ver do que eu estou falando.

 

A História da Minha Vida – Helen Keller

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Título: A História da Minha Vida
Autor: Helen Keller
Tradução: Myriam Campello
Editora: José Olympio
Páginas: 455
ISBN: 978-85-03-00978-2

 

Ainda nesse mês de agosto (2014), chega mais uma resenha aqui no SPL para você leitor. O tempo anda meio escasso por essas bandas, assim, fazemos o que dá para manter alguma regularidade nas postagens.

Ok, antes de começar a falar sobre esse livro, eu preciso perguntar: caro leitor, você sabe quem foi Helen Keller?

Srta. Helen Keller

Srta. Helen Keller

Essa fantástica mulher foi a maior admiradora da palavra escrita que já viveu.

Exagero meu?

Garanto que não. Continue reading →

Boneco de Neve – Jo Nesbø

boneco capaTítulo: Boneco de Neve
Autor: Jo Nesbø
Tradução: Grete Skevik
Editora: Record
Páginas: 418
ISBN: 978.85.01-09480-3

A primeira coisa que eu gostaria de expressar, é a minha felicidade em achar a letra “o” cortada, do nome original em norueguês, Jo Nesbø!! Muito bøm!

O.K.

Ganhei este livro de presente de natal do meu irmão no ano passado. Ele me disse que a história tinha feito muito sucesso e estava saindo aos montes nas livrarias. O título chamou atenção: a capa é bem interessante: um boneco de neve meio desmembrado.

Resolvi incluir na lista de leitura. E, depois de um começo meio arrastado e um final bem eletrizante, finalmente acabei a leitura. Ato contínuo, passo à resenha…

O livro Boneco de Neve é um romance pertencente a uma série de histórias publicadas por Nesbø nas quais o protagonista é o detetive Harry Hole.

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A Culpa é das Estrelas – John Green

A Culpa é das Estrelas - capaTítulo: A Culpa é das Estrelas
Autor: John Green
Tradução: Renata Pettengill
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
ISBN: 9788580572261

SinopseHazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

infinitos

Hoje vou falar sobre um livro que eu acredito todo mundo já tenha lido: A Culpa é das Estrelas, de John Green.

O filme está prestes a estrear, então é melhor eu começar logo a tratar do assunto.

Antes de decidir ler John Green eu passei por um grande conflito interno. A capa sempre instigou minha curiosidade, mas eu não queria me render a esse grande sucesso de vendas.

Eu tinha certeza que seria um daqueles livrinhos adolescentes açucarados, à La Nicholas Sparks, que só iria me irritar.

Apesar disso, decidi manter a mente aberta e mergulhar na história. Continue reading →

O Chamado do Cuco – Robert Galbraith

CucoTítulo: O Chamado do Cuco
Autor: Robert Galbraith
Tradução: Ryta Vinagre
Editora: Rocco
Páginas: 448
ISBN: 978-85-325-2874-2 (capa dura)

Bem, essa foi mais uma leitura em tempo recorde. Bastou um final de semana para completar a trajetória da investigação levada a cabo com Cormoran Strike.

Sob seu pseudônimo – Robert Galbraith -, J. K. Rowling (que dispensa apresentações) nos presenteia com um agradável mistério.

Quem já leu qualquer coisa dessa magnífica autora logo irá identificar o seu característico senso de humor (sempre observador e um tanto irônico).

Admiro o estilo dela que, em “O Chamado do Cuco”, continua impecável (envolvente e fácil e ler).

Isso não quer dizer que este livro se pareça com qualquer outra coisa que J. K. já tenha escrito. Continue reading →